FIO DO MEIO (ATO No 1 ⌁ A CRISE DAS BORBOLETAS)

CIA GENTE (RJ)

Arte e política interagem de modo pulsante, outrora à deriva de vazios que se preenchem ou não através e no entre de costuras na cidade. Curvas, aclives, cimento e asfalto, poças pedindo pés calmos, moças gritando o terror, trans escárnios, cólera, inesperados cuspes nos pombos verdes da praça, muro virando gente, gente dormindo em paredes, gente comendo gente, gente matando gente, gente bicho chutando animal, gente com medo de lá, chão feio, chão duro, paixão, gente bonita […] A diversidade é o palco no qual nos vemos com as personagens mais indescritíveis que nos habitam. Pois, atuar por esses escombros, esquinas e abraços é o habitat onde vive nossa criação.

“Fio do meio” (ato nº1, A crise das Borboletas) é mais uma representação da nossa infinitude bem como a cidade se apresenta em construção. Nessa via de mão dupla, estamos em movimento e em pausa observando a cidade que nos atravessa – a cidade que nos costura – a cidade como linha e o corpo como veste. Esse percurso ou aderência estamos aqui chamando de dança.

FICHA TÉCNICA:

Direção e criação: Paulo Emílio Azevedo

Intérprete-criador: Eduardo Hermanson “Willow”

Intérprete convidado: Lucas Zina

Direção técnica: Filipe Itagiba

Assistente de direção: Salasar Jr.

Duração:  25 MINUTOS

Fotos: Walter Mesquita