CORREDEIRA

KANZELUMUKA / NAVE GRIS CIA CÊNICA (São Paulo)

CORREDEIRA nasce da percepção das águas que correm pro mar e da relação do poder ancestral ligado às aguas no corpo feminino. A corporeidade levada à cena tem sua origem nas tradições e saberes banto, em especial nas danças presentes das manifestações religiosas de matrizes africanas. É também um exercício de reflexão em torno do corpo que pretende contar a pluralidade do indivíduo, dissipado e transformado na diáspora negro-brasileira; da experiência artística e das experimentações de um corpo negro que dança. Corredeira é água que inunda o corpo e o faz mover em busca de espaços locados na memória ancestral que se presentifica no acontecimento da dança. É dança mergulhada nas formas de representação próprias das culturas negras de origem banto.

Em meio ao medo instalado e à necessária e desejada coragem, ensaiamos movimentos ancorados na recordação das proezas antigas de quem nos trouxe até aqui.
(Conceição Evaristo)

FICHA TÉCNICA:

Criadora-intérprete: Kanzelumuka
Colaboração artística e dramatúrgica: Murilo De Paula
Iluminação e operação de luz: Diogo Cardoso
Arte sonora: Vagner Cruz
Figurino: Éder Lopes
Produção e realização: Nave Gris Cia Cênica
Classificação indicativa: livre

duração: 30 min.

foto: Murilo De Paula